domingo, 16 de agosto de 2009

Epidemia... De médicos a sacerdotes, ortodoxia só no vírus

Temos em “mãos” (ironic mode) uma doença respiratória que, já há bastante tempo, é velha conhecida dos seres humanos: a gripe, causada pela(o) má(mau) “influenza”. Nessas férias, fui acometido por uma forte síndrome gripal quando estive em João Pessoa, na Paraíba. Os sintomas começaram já no dia do embarque e se limitavam a febre, tosses bem esparsas e sem coriza (muco), com suportável dor de cabeça, tratada à base de minha estimada dipirona – popularmente conhecida como Novalgina®. Infelizmente, meu analgésico predileto, por vezes, interfere em minha pressão arterial, baixando-a a níveis perigosos (hipotensão). Ademais, supõem-se certas consequências negativas relacionadas a seu uso no sistema imunológico. Por causa disso, sempre mantive as doses do medicamento em linhas muito abaixo das padronizadas, até para crianças, o que só é possível com a versão em gotas e, é claro, comigo!

 

O engraçado dessa história é que não estou muito acostumado a adoecer (como se alguém estivesse, não é mesmo?). O que quero dizer é que a última vez, antes de 2009, que estive de cama, simplesmente não lembro, porque isso tem muito tempo (se é que alguma vez ocorreu). Todos por aqui têm históricos médicos. Eu descobri que a idade de minha ficha médica devia ter uns 10 anos. Bom! Porque o fato se relaciona à minha saúde. Diria que é historicamente boa, sem registros de alergias ou patologias. Nenhuma cataporazinha, rubéola, caxumba ou coisa que o valha. Muito justo que se dê crédito à minha genitora, bastante auspiciosa em relação a vacinar todos contra tudo o que se possa imaginar. Lembrei que, faz pouco tempo, ela ordenou vacinação geral contra febre amarela só porque nós iríamos ao Maranhão!

 

Mas voltando ao assunto, na Paraíba, vi-me realmente doente pela primeira vez em longo tempo. Já tive resfriados antes; ou mesmo gripes, com febre (baixa; abaixo dos 38ºC). Nunca precisei deixar de fazer algo por causa de uma gripe ou febre (sou bem teimoso com relação a doenças – não me sigam!). Minha rotina seguiu a rota: café-cama-almoço-cama durante ao menos as primeiras 48 horas da viagem. Nada que mereça ser destacado senão a febre em variáveis 37,5º C e 38º C. Irritava, mas não chegava a me impedir de executar tarefas leves. No terceiro dia, a febre desapareceu. Mesma coisa depois. E depois. Tanto que fui sem problemas à Missa dominical em uma paróquia próxima ao hotel – o Evangelho era sobre a multiplicação dos pães, aliás, com homilia realizada sob viés marxista (teologia da libertação). A situação parecia tranquila até que decidimos conhecer o Santuário Nossa Senhora da Guia, em Lucena, um outro município. No caminho, o ferryboat, as malditas balsas que em alguns locais, especialmente no Nordeste, fazem a travessia fluvial em todo lugar onde deveria haver uma ponte e não há (pra quem não conhece minha opinião sobre balsas, já dá pra ter uma ideia)! Eis que, no retorno, tivemos que aguardar cerca de uma hora e meia até que aquela placa flutuante retornasse ao atracadouro para nos levar de volta, passando um pouco da hora do almoço. O tempo estava bom, porém com ventos não desprezíveis e ainda uns rápidos pingos d’água. Não havia cobertura no pátio da área de espera e, fora do carro, o jeito era aguardar ao relento.

 

De volta a João Pessoa, seguindo a rotina familiar a qual, com a Matriarca presente, costuma consistir em ver e adquirir futilidades em mercados exóticos, não demoraria muito até que alguns sintomas se expressassem de maneira a revelar uma alteração significativa no comportamento de meu organismo a partir de então. Eles queriam dizer alguma coisa para que eu interpretasse; uma asserção, resumida de modo vulgar como: “Vai dar m....!”. O fato é que eu entendi e decidi retornar ao hotel, no que fui acompanhado por meu irmão. Era uma recaída violenta: uma perturbadora dor na região da coluna (que alguns alegaram ser dor nos rins), foi acompanhada da elevação da temperatura. Medida em um primeiro momento em cerca de 37,5º C, uma dosagem de adulto de dipirona (não elaborada por mim) sem considerar minha pressão normalmente baixa conseguiu piorar ainda mais as coisas. É bem verdade que não tinha medidores de pressão na mala, mas julgo que ela deveria estar em uns 7, 8 por alguma coisa. Bem, o fato é que a febre (ao contrário de minha pressão) aparentemente ignorou solenemente o antipirético e seguiu subindo até se estabelecer em quase 39º C. Daí em diante não conseguia fazer mais nada. Cogitaram um hospital, pegaram alguns telefones, mas eu recusei com veemência. Era uma gripe, que podia ser comum, podia ser suína e sendo uma ou outra, o pouco de meu cérebro funcionando me dizia que não era lá que eu encontraria ajuda; Minha intuição pedia que eu ficasse em casa, dormisse se possível e rezasse. De fato, passo longe de qualquer pseudogrupo de risco, o que, nesse país, exclui uma pessoa de qualquer possibilidade de receber um antiviral. Daí, meu frágil intelecto questionar: “O que é que tu vais fazer num hospital? Se tiveres gripe, nada farão; se tiveres a comum ainda te arriscarás a pegar a outra com aquele monte de suspeitos. Se for pneumonia, vão passar antibióticos que são vendidos na farmácia da esquina e isso, possivelmente, após raios-X que ainda demandarão certo esforço que tu não estás afim de fazer agora – sem falar na espera. Ademais, se não consegues nem ir ao banheiro andando, que te compensas a fadiga de levantar, sair ao vento à beira-mar e enfrentar trânsito até uma unidade hospitalar? Aborrecer-te-ás com algum médico ou alguém e vais acabar é morrendo”. Isto posto, dormi. Acordei ainda na madrugada e fui tomar um banho, depois do que a febre baixou. Ah! Nesse ínterim, orientada por meu antigo pediatra (isso mesmo; o único médico com o qual tinha algum histórico), buscaram amoxilina para tratar uma possível pneumonia (tratamento que foi seguido rigorosamente, aliás, nos sete dias que se sucederam, pois se sabe que é imbecil interromper o efeito de antibióticos). Bom, no dia seguinte, a febre já estava em níveis “confortáveis” (37ºC). Mais tarde, voltaria a desaparecer. Nada parecido voltaria a ocorrer até que, por irritante insistência familiar, levaram-me ao médico.

 

Preciso abrir uma questão de ordem: meu relacionamento com médicos é péssimo e acho que justamente devido ao fato de não ter tido nenhum durante longo tempo. Muitas pessoas têm médicos de confiança. Bem, eu tenho desconfiança de médicos, porque as notícias que me chegavam da classe estavam sempre relacionadas à relação deles para com pessoas próximas, familiares; e, por alguma razão, não descartada a infeliz coincidência múltipla, as consequências de tratamentos, diagnósticos e atendimento de profissionais da área a agentes de meu círculo afetivo passaram muito longe do que eu considero ideal, beirando ao que considero irresponsável. Isto deve me tornar o que alguns chamariam de paciente difícil.

 

Bem, uma consulta foi marcada, sem que eu fosse consultado (ironic mode), e por irritante insistência fui ao médico quando cheguei ao Rio. Antes não tivesse ido!

 

14h era o horário marcado. Saí de casa praticamente sem almoçar (só com o café). Chegando ao consultório, uma sala com alguns pacientes febris e tossindo. A imagem já não me agradou. “Tudo bem”, penso eu. “Vamos acabar logo com isso!”. Logo? Passaram-se umas duas ou três horas até que médico chegasse – período dentro do qual antevi outra recaída – alarme interpretado, do gênero: “Vai dar m.... de novo!” – e cheguei a solicitar a meus pais que embora fôssemos. Ele estava no hospital atendendo pacientes com suspeita de gripe em meio ao caos. Pedem-se alguns exames, entre os quais um raio-X que tempos depois revelaria ausência de pneumonia. Já era noite quando voltamos para casa. E sem que eu fosse o Vidente, acertei a previsão. Era a segunda recaída, com os mesmos efeitos da primeira: febre se elevando até quase os 39ºC. Dessa vez, porém, sem a hipotensão, já que evitei o antipirético até que ela fosse medida em uns 11 por alguma coisa. (meu normal é entre 9 e 11). Então tomei uma dose baixa. Nesse dia não comi nada, porque após os trâmites dos sintomas não reunia apetite suficiente para tal. Esta recaída me impediria de comparecer a alguns compromissos importantes previamente programados. E não sai da minha cabeça o fato de que poderia ter sido evitada se eu simplesmente ficasse em casa.

 

Enfim, não sei até hoje qual gripe tive, se a suína, bovina, caprina, equina, felina, humana etc. Não sei; não quero saber e só não tenho raiva de quem sabe, porque quem sabe é meu organismo, já quase recuperado (parece que um resfriado resolveu emendar o soneto). O que sei é que foi forte e pouco habitual para meus padrões. Também sei que meu ato-reflexo quando espirro consiste em levar a mão a boca para deter partículas expelidas ao ar. A mesma mão que, em muitas dioceses, anda sendo adulada como método de distribuição da comunhão sob a égide profilática em relação à gripe. Não posso deixar de dizer o quanto inócuo isso me parece.

 

Segundo o Houaiss, inócuo, é uma palavra capaz de adquirir, conotativamente, o sentido de algo incapaz de produzir o efeito pretendido. Pois bem, dizem que comungar na boca aumenta os riscos de contágio. Pode até ser, mas o fato é que não vejo como comungar somente na mão possa reduzir esse risco de forma considerável. Isso, é claro, sem entrar no mérito da jurisdição de igrejas particulares sobre coisas que competem exclusivamente à Igreja Universal como a disciplina sobre a distribuição da Comunhão. Se existe uma parte nojenta do corpo humano, essa parte é a mão. A mão que alguém usa para espirrar e que pega o folheto dominical que é geralmente assentado posteriormente sobre uma pilha para reutilização na missa seguinte por outro fiel que vai pegar essa mesma mão e levar ao rosto para tirar aquela mecha de cabelo que insiste em atrapalhar sua visão. Mãos que tocarão os bancos, o dinheiro do ofertório; mãos que vieram dos ônibus, dos trens, dos metrôs; que retiram panfletos colocados nos parabrisas dos carros, colocados sabe-se Deus por quem. De que adianta isso como prevenção? Proibir a comunhão de qualquer jeito me parece bem mais eficaz. Infelizmente, receio que tal medida seja o estopim para a implantação de certas ideologias heterodoxas sobre higiene. E começo a me perguntar quando o procedimento normal será restabelecido e, mais ainda, que diferença há entre os tipos de gripe para que justifiquem tal comportamento em relação a uma e não em relação à outra a qual nos faz companhia há muito mais tempo, matando gente também, inclusive? Alguém poderia dizer que essa cepa tem uma ação mais contundente em certas frações da população, como gestantes e idosos. Pois bem, isso é simples de resolver: dispensem-se essas pessoas do preceito, atitude não só coerente, como perfeitamente lícita e dentro da jurisdição das igrejas particulares. Mesmo porque todos respiram e, ao menos a maioria, falam e o falar faz com que gotículas sejam lançadas para todo lado dependendo tão somente da boa-vontade do ar para locomoção. Pior ainda o caso daquelas igrejas que, adotando a comunhão na mão, ainda são capazes de ligar os ventiladores que espalharão espirros em direções múltiplas sempre que isso for conveniente. E digo mais, julgo que a probabilidade de o ministro responsável pela distribuição tocar a mão do fiel é muito maior que a probabilidade de ele tocar sua boca. Com efeito, em tempos epidêmicos, muito mais cuidado teria uma alma sensata (ao menos eu teria) ao ministrar a Eucaristia a um fiel pela boca que, iludido por uma prevenção inócua, o contrário. Por que não instruem os fiéis a que se ajoelhem lateralmente, inclinem sua cabeça para trás dizendo Ahhhh! como a um médico e esperem a comunhão que será solta na goela do fiel sem contato direto com ajuda preciosa da gravidade? Ou isso, ou se suspenda. Mas talvez nosso povo goste de se sentir pseudoprotegido, iludido, como em “True Lies” ou “Missão Impossível”. Mas ao menos esses títulos deixam claro a verdade antes de exibir o conteúdo.

 

A comunhão na boca e na mão se resumem a algo muito mais simples, ao fim das contas: quem está com febre e gripado simplesmente não deveria estar na Missa, mas em casa. Quem sabe assim aquele monte de ministros extraordinários designados para distribuir a Eucaristia não possam encontrar alguma utilidade: levar a esses enfermos a Comunhão? Preferencialmente em suas bocas, procurando lavar as mãos antes e depois.

 

Pax,

 

 

 

Pro Catholica Societate

 

domingo, 28 de junho de 2009

A Solidão do Castelo

Mês passado, o Pastoralis atingiu a marca de quarenta mil visitantes, superando seu recorde anterior, de março. A alegria dessa notícia contrasta com a angustiante ausência de membros ativos de sua Equipe. A cada dia aumenta mais a responsabilidade pela manutenção de uma linha editorial que foi construída ao longo de quatro anos de existência. Ocorre que o crescimento de um portal que se ergue sob as premissas da interação entre membros é, via de regra, inversamente proporcional ao tamanho dos indivíduos; à representatividade de uma só pessoa dentro do todo. Por isso, quando aquele negócio familiar, antes gerenciado por filhos e netos, se torna um empreendimento mais complexo, os proprietários se veem obrigados a contratar outros funcionários. Assim, seria natural que, acompanhando a evolução de um portal católico que vai crescendo, viessem também novos integrantes para sua equipe responsável. Mas infelizmente, no mundo cristão, as coisas não funcionam tão bem assim.

No caso específico do Pastoralis, longe de aumentar, os voluntários comprometidos com as diversas seções do sítio diminuíram drasticamente em relação à base inicial. Pessoas importantes na estrutura do portal simplesmente desapareceram da Internet sem deixar vestígios. Ao longo do tempo, os numerosos membros, a credibilidade e as milhares de visitas que a Paróquia Virtual passou a receber não foram causas suficientes para angariar colaboradores regulares ou mesmo preservar o grupo de trabalho que, anteriormente, havia aceitado o labor. Todo o peso da responsabilidade crescente, antes mais uniformemente dividido, foi lançado sobre os ombros de umas poucas almas, fiéis à causa, deixando-as com pouco espaço para uma respiração mais profunda.

Para alguns, foi inevitável pensar em largar a cruz no chão e retomar a rota de suas vidas privadas, aliviados pelo fardo que não precisariam mais carregar. Talvez alguém tenha tomado essa decisão. Quem vai culpá-los? Houve, porém, quem permanecesse a caminho do Calvário, confiando em Cristo a fim de suprir a fraqueza de suas forças. Deus jamais faltou às súplicas. E aqueles que se mantiveram firmes no propósito viram o Pastoralis se tornar um sítio respeitado e de porte não desprezível no Orbe católico. Mas que continua carente de voluntários idôneos, leais e comprometidos.
  Pro Catholica Societate

PASTORALIS – Uma nova forma de conversar sobre fé!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dezembro - Fim de Ano

Parabéns aos alunos que apresentaram o resultado de atividades desenvolvidas ao longo do bimestre por ocasião das exposições do dia 03/12.
Uma prova cabal do potencial que muitos escondem e alguns não aproveitam.

Mensagem de Natal
Os anos são contados em ordem crescente: do menor para o maior. Cada novo ano representa uma nova oportunidade de crescermos como pessoas; cultivando as virtudes: a amizade, a convivência fraterna em família, a solidariedade com os outros, o respeito...
Para cada ser humano, Deus dá talentos diferenciados e uma opção: cultivá-los ou enterrá-los. A escolha cabe somente a nós e teremos que assumir a responsabilidade pelos caminhos que escolhemos. Quanto mais cedo melhor!

Aos que, com o próprio suor, souberam usar esses momentos de aprendizado para seu próprio crescimento, felicitações pela aprovação e que se sintam incentivados a permanecer na estrada. Aos que, apesar do esforço, ao fim do ano não tiveram forças suficientes para ascender ao nível seguinte, não desanimem; ao contrário, perseverem. A reprovação não representa uma punição, porque não aprender não é crime. Ao contrário, é, antes, um ato de justiça: uma nova oportunidade (reprovar é “provar de novo”) que é dada a alguém que tem o direito de conhecer e que, por razões diversas, ainda não aprendeu. Ela é um ato de amor porque não permite que se lance às feras do mundo, uma pessoa ingênua e despreparada que seria facilmente devorada por uma sociedade competitiva e cruel. A reprovação é a última proteção de um aluno, antes da arena da vida; depois, não há mais volta. Por último, que ninguém enterre seus talentos; isto sim um crime, contra Deus, contra si mesmo, e contra todos que depositam em você as mais autênticas esperanças.
Que assim como Nosso Senhor, possamos renascer fortes e saudáveis e, no ano que está chegando, tenhamos novo alento e força de vontade para cultivarmos os talentos que nos foram dados como presentes.
FELIZ NATAL!

sábado, 13 de setembro de 2008

O Mestre

“Este grande doutor, cujo ensinamento foi tantas vezes elogiado e recomendado por meus predecessores, também intercede hoje e constitui exemplo para todos os membros da escola católica. Na vida e na obra de Santo Tomás encontrareis o modelo tanto do discípulo como do mestre católico”

(João Paulo II).

Pro Catholica Societate

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Rebeldes sem Causa

Alguns diálogos típicos:

- Professor, vai liberar mais cedo.

- Não - responde o docente reiteradamente.
Exemplo 2:

- Professor, não dá aula hoje não!

Exemplo 3:

- Ah! Pra que existe a Matemática?

Exemplo 4:

- Não vou copiar nada!
Esses exemplos ilustram algo muito sério e, porque não dizer, grave: uma ausência de comprometimento que causa espécie.

A normalidade; a freqüência regular com a qual esse tipo de debate ocorre em sala de aula causa perplexidade. Esconde a ausência de perspectivas, uma visão de horizonte enevoada, pequena.

Afinal de contas, para que se vai até a escola?

Parece que nossos alunos a tratam como um fardo pesado, uma espécie de "serviço escolar obrigatório" que todos devem prestar. Difícil achar aqueles que foram instruídos a amar a Sabedoria e a empregar todos os esforços na busca da Verdade.

Em que mundo acordamos?

Um mundo onde se procura a via mais cômoda, a vantagem sobre o próximo. Uma sociedade em que alunos vão se tornando especialistas na tentativa de ludibriar seus professores em avaliações. "Quem não cola não sai da escola, diz o adágio insensato". Espírito nefasto, secular, que vai tornando os homens escravos da própria ignorância. De fato, pra que Matemática?

Meu filho, se acolheres minhas palavras e guardares com carinho meus preceitos, ouvindo com atenção a sabedoria e inclinando teu coração para o entendimento se tu apelares à penetração, se invocares a inteligência, buscando-a como se procura a prata; se a pesquisares como um tesouro, então compreenderás o temor do Senhor, e descobrirás o conhecimento de Deus, porque o Senhor é quem dá a sabedoria, e de sua boca é que procedem a ciência e a prudência. (Pr 2,1-6)

Ciência? Prudência?

Não!

Conveniência! Indecência!

Estas são as escolhas de um século em trevas: "não vou copiar nada", diz o aluno, como se estivesse fazendo um favor ao professor e não a si mesmo. Fala com autoridade, como se seu papel em sala de aula fosse outro que não o de aprendiz, discípulo; como se o prejudicado fosse o mestre. Quem será avaliado? Quem deixará de ter acesso a informações valiosas para seu próprio futuro? Quem prestará o vestibular? Quem está se condenando à ignorância? Quem se identifica com estas palavras?

Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução (Pr 1,7b).

Sim, eles desprezam. E buscam se aproveitar do amor de seus professores (os que se importam). Exploram esse amor e o usam como meio de chantagem; de barganha. Para chamar a atenção. Para se destacar na multidão.

Até quando, insensatos, amareis a tolice, e os tolos odiarão a ciência? (Pr 1,22)

Só Deus sabe.

Liberar mais cedo para que mais rápido se alcance a ignomínia?

Perguntas que demandam respostas; escolhas que se tem que fazer todos os dias; palavras que se tem que dizer repetidamente. O mundo incentiva a perdição e os maus aparentemente triunfam sobre os poucos exilados. Porque "os filhos deste século são mais astutos em seus negócios que os filhos da luz" (cf. Lc 16,8). O destino dos que escolhem as estradas mais longas é o sofrimento.

Dizia Frei Maurício Viann, ilustre cidadão japeriense:

"Os caminhos da vida são variados, mas os que levam para o céu passam pelo calvário".

Como é difícil ensinar isso. Quanta mortificação é necessária para vencer a tentação da conveniência, da porta larga, do caminho mais fácil, da "cola", do estelionato, da falsidade ideológica. Como é fácil não se aborrecer! Como é fácil não me aborrecer? Por que não lançar dez para todos e me isentar da fadiga do labor? Quem reclamaria? Apenas os que amam a sabedoria!

Quanta liberdade! Quanta deslealdade!

Alunos que se ofendem mutuamente. Não conseguem dialogar sem agressões. E quando as palavras não bastam, braços e pés são trocados.

...Idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. (Gl 5,20-23)

Mas há aqueles que escolheram a boa parte, e esta não lhes será tirada (cf. Lc 10,42).

Aferra-te à instrução, não a soltes, guarda-a, porque ela é tua vida. (Pr 4,13)

Manifestação de valor do Magistério:

O culto dos valores morais e espirituais (cf. art 4, I, do Estatuto do Magistério Público do Estado do Rio de Janeiro)

Os que escolhem a melhor fatia, são alunos humildes, submissos e que amam a sabedoria. Pois o "temor a Deus é o princípio da sabedoria" (cf. Pr 1,7).

Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação. (Rm 13, 3-5)

Assim:

Ouvi, filhos meus, a instrução de um pai; sede atentos, para adquirir a inteligência. (Pr 4,1)

Da mesma maneira, convém escutar aqueles que são mestres e tem o Bem como fim último, porque isso é bom e satisfaz à Justiça.

Em verdade, as autoridades inspiram temor, não porém a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor. Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal. Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência. (Rm 13,3ss)

Estas palavras se dirigem aos que escolheram a melhor fatia, a via estreita, o caminho do sofrimento e da coragem; aos que optaram por alegrias que duram porque derivam do infinito e da eternidade.

Ao contrário, serão vãs àqueles que preferem satisfações passageiras, seculares, que desperdiçam seu tempo e enterram seus talentos.
Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? (Is 55,2)
Elas se destinam àqueles que amam a Sabedoria e a instrução, que são humildes, fraternos e submissos; que respeitam seus colegas de classe e tratam seus pais e mestres com educação.

O néscio desdenha a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão torna-se sábio. (Pr 15,5)
O caminho da Verdade não é tolerante com a torpeza. Resta a esperança de que a voz da Sabedoria possa ecoar fundo nos corações. Ainda há tempo de navegar por águas mais calmas, serenas, tranqüilas e cristalinas; de andar nos jardins mais perfumados, por onde passam as trilhas mais retas e onde está o solo mais firme.
Quem tiver ouvidos, ouça! (Ap 13,9)

Quem tiver olhos, leia!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Setembro: Evento Importante!

801 e 802: não esqueçam das folhas e do teste de Matemática!

Caros alunos e responsáveis,

Há uma folha com vinte exercícios, que conta como um teste para ser entregue em 01 de setembro (veja o calendário à direita do Blog).

A folha deve ser inteiramente respondida e entregue ao professor, separadamente, mas os alunos devem copiar todos os exercícios e as respectivas respostas para os seus cadernos, ficando com uma cópia para si.

No dia da entrega das folhas o caderno será vistoriado também. A falha nesta condição reduz o valor total possível pela metade: De 10 para 5. Isto se dá, porque o objetivo é justamente a reiteração dos exercícios a fim de que o aluno possa adestrar seu raciocínio à resolução dos problemas relacionados ao conteúdo aprendido.

Também no dia 01 de setembro, os alunos das duas turmas farão seus testes, como de costume a cada bimestre: individualmente e sem consultas a quaisquer meios físicos.

O conteúdo corresponde a tudo o que foi visto neste último semestre. Claro que, em virtude da natureza cumulativa da disciplina, não se pode descartar inúmeros tópicos aprendidos em outros tempos. Devem ser levados para toda a vida.

Pede-se que estudem!

Pax,

domingo, 24 de agosto de 2008

Pacato Cidadão

(Muitos professores e seus compêndios), com a justificativa de "incentivar a cidadania", incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos

Assim, a Revista Veja, em sua edição 2074, de 20 de agosto de 2008, intitula uma matéria que tem por centro a educação brasileira.

A publicação alerta para uma concepção pedagógica que dá enfoque a uma percepção crítica da realidade, mas deixando em segundo plano os conteúdos abordados, ofuscados por uma espécie de proselitismo de esquerda.

Veja procura demonstrar que a percepção positiva de pais, alunos e professores, acerca do sistema de ensino nacional, contrasta diretamente com os resultados obtidos por esses estudantes quando são submetidos a avaliações com alunos de outros países (segundo dados estatísticos fornecidos pela reportagem, em geral, os brasileiros ocupam as últimas posições).

Certa vez, Machado de Assis, comentando um recenseamento feito pelo então Império do Brasil, disse:

Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases; o algarismo não tem frases, nem retórica.

Assim, poder-se-ia até considerar temerário discutir a qualidade do ensino do país quando os dados estatísticos apontam a existência de um desnível intelectual entre alunos daqui e outros estudantes, de sistemas de ensino das mais diversas nações. Este é nosso fato objetivo, a realidade, e desmentir isso soa como loucura.

Longe de não termos condições para diagnosticarmos nosso grande problema, nosso maior obstáculo está exatamente em não reconhecermos tal situação como um problema. Dizem que o primeiro passo para se resolver algo é reconhecer sua existência; não fazemos isso! Bom, pelo menos uma grande parte de nós!

São Tomás de Aquino dizia que ensinar consiste em fazer passar de potência a ato razões seminais infundidas em todos os seres humanos; estimular a razão para que possa desenvolver todas as suas potencialidades.

O cérebro humano é um órgão complexo, que possui áreas distintas responsáveis pelo processamento de informações referentes a diversos campos do saber. O desenvolvimento de umas afinidades, em relação a línguas, ciências exatas, biológicas ou humanas, se explica, de alguma maneira, pelo progresso potencial de umas áreas em relação a outras. Dons diferentes, para pessoas diferentes. É uma característica uniforme, de um mundo plural: todos tem alguma aptidão e ninguém possui todos os talentos. Deus distribuiu reflexos de sua perfeição em todas as coisas, de maneira que em cada ser humano se pudesse manifestar a sua glória.

Assim, devido ao grau de complexidade que o conhecimento das coisas vai adquirindo ao longo do tempo, aliado ao desenvolvimento das potencialidades humanas as quais tendem a se dirigir em direções que vão ficando cada vez mais patentes (vocações), passa a ser necessário que o aluno tenha um contato cada vez mais profundo com as múltiplas áreas do saber; daí, professores especializados em frações específicas do conhecimento - e não mais um único para todas - passam a fazer parte de sua vida escolar. Já era assim na Idade Média, com as artes liberais: o trivium, que reunia a Gramática, a Retórica e a Dialética; o quadrivium, com a Aritmética, a Geometria, a Música e Astronomia. Eram liberais porque carregavam intrinsecamente o objetivo de fazer o homem livre; em oposição ao conceito de artes servis, com foco nos ofícios, essas disciplinas, estudadas por si, deveriam permitir o pleno exercício do livre-arbítrio humano. E isso era "educar para a cidadania" (Na verdade, continua sendo).

Mas nos dias de hoje, o conceito sofreu uma alteração; foi deturpado. O século XXI nos brinda com uma base comum que abrange a Matemática, a Língua Portuguesa, a Biologia, a Física, a Química, a Filosofia, entre outras disciplinas, mas a educação para a cidadania tem um novo viés: ao invés de contemplar o exercício pleno do livre-arbítrio humano, quer arbitrar à liberdade humana o seu exercício pleno. Enquanto antes o homem reunia condições para realizar uma escolha, agora, fazemos a escolha pelo homem, tornando desnecessário oferecer-lhe condições. E a escolha é a luta de classes.

Assim, não é preciso conhecer o que são produtos notáveis. Necessário é notar que o status quo é um produto da exploração da elite sobre os menos "favorecidos". Em lugar de favorecer os alunos com o conhecimento, deseja-se desfavorecer os "privilegiados" utilizando uma igualdade quimérica, obtida pelo conflito entre classes. É evidente que isso deve levar a um certo desprezo pelo progresso intelectual. Nivelou-se por baixo. Ao invés de subir a escada em direção a andares mais altos, querem que desçam aqueles que estão em cima e, desrespeitando sua liberdade de escolha, ao ouvir a recusa, atiram pedras a fim de obrigá-los. A primeira coisa que se perde é o respeito, uma vez que a noção de hierarquia deixa de existir. Ninguém consegue mais ser subordinado a ninguém, porque a utópica isonomia não admite superiores e inferiores. E uma das relações afetadas com tal conceito é exatamente aquela entre o professor e o aluno.

Primeiro se perde o estímulo intelectual, a referência; depois, a hierarquia e com ela a disciplina, o respeito, o bom senso. A estratégia básica de uma pedagogia escravizante é essa: perde-se, antes, os fins; depois, os meios para alcançá-los. Por último, perde-se o controle, minimizando drasticamente qualquer possibilidade de reversão do processo. É a doença degenerativa do raciocínio lógico. Não que ele se destrua definitivamente, mas ensinamos aos estudantes como não utilizá-lo, ou melhor, como encarcerá-lo.

Nesse sentido, a Matemática vem ao socorro da verdade, como se fosse uma luz providencial que situa as ações humanas em seu devido lugar. Quando, exercitando a retórica, querem provar que não há superiores e inferiores, os algarismos de Machado e a Aritmética vêm estabelecer a fria sentença: dois é diferente de três. Três é maior que dois. Há hierarquia nos números, por que não haveria entre os seres humanos? Não sem razão, era (e ainda é) uma arte liberal. Ela liberta a razão das amarras de quem quer ocultar-lhe a verdade. O Angélico sentenciaria: "é preciso respeitar a ordem que Deus estabeleceu: E Ele estabeleceu que os inferiores fossem subordinados aos superiores". Ir de encontro a isso é querer provar que dois mais dois são cinco. E fazer isso não é exercer a liberdade, tampouco a cidadania; é, ao contrário, ofender a liberdade a qual, verdadeiramente, por sua natureza de semelhança com o Criador, "não consiste em fazer o que se tem vontade, mas o que se deve porque se tem vontade" (cf. Sto. Agostinho) e ser excluído da cidadania, porquanto esta pressupõe o pleno exercício de direitos, entre os quais está o autêntico livre-arbítrio.

"Há um pensamento que pára o pensamento e este é o único pensamento que deve ser parado", diz Gilbert Keith Chesterton. Há um ensinamento que pára o ensino e este é o único ensinamento que deve ser parado, digo eu. Educar para cidadania é ensinar princípios básicos para que o estudante possa realizar sua própria escolha. Pede-se que as aulas se voltem ao contexto do aluno. Mas é o aluno que deve ter fundamentos para aplicar os princípios aprendidos a qualquer contexto, iguais ou distintos do seu. Não são os professores que têm que descer a escada; os estudantes é que devem subir e aos docentes cabe dar-lhes a mão.

A verdadeira isonomia se dá quando o aluno aprende os fundamentos que lhe permitam, tanto como os outros cidadãos, exercer eficazmente o seu próprio livre-arbítrio, saindo de uma condição de desfavorecido para uma outra, autônoma. Não através da revolta com aqueles que chegaram até lá - “esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica” (cf. Tg 3,15) – mas inspirado no exemplo de homens virtuosos, nos mais ortodoxos valores morais, no amor à sabedoria e ao conhecimento da Verdade. Quando o homem cresce à custa de sua própria altura e não iludido pela diminuição dos outros ao seu nível. Como nos diz São Paulo: “aspirai as coisas do alto” (cf. Cl 3,1). “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução” (cf. Pr 1,7).

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Gente Talentosa

"O mestre provoca conhecimento ao fazer operar a razão natural do discípulo"

Essas palavras são de São Tomás de Aquino, para quem ensinar era levar "de potência a ato" (algo como transformar de teoria à prática) os talentos que cada ser humano já carrega em si.

Na avaliação de Matemática referente ao 2º Bimestre, a Parábola dos Talentos foi utilizada no contexto de um problema simples, de contagem, que precisava ser resolvido. Pedia-se, por exemplo, a quantidade de servos existentes naquela situação, bem como uma equação que nos permitisse calcular o número de talentos no momento em que o Senhor volta de sua viagem.

O objetivo era duplo:

Primeiramente, desejava-se verificar, nos alunos, a capacidade de solucionar problemas.

Depois, desenvolver neles a capacidade de abstração, de imaginar situações para obter uma correta interpretação a partir de textos produzidos por outras pessoas.

Além disso, aquela passagem foi propositalmente escolhida pelo significado "implícito" que possui, especialmente na vida estudantil.

Com efeito, um senhor sai e deixa aos servos alguns talentos. Alguns servos pegam esses talentos e geram, com eles, frutos (os talentos rendem e se multiplicam). Um servo, porém, nada faz com o talento que lhe foi dado. Pior que isso: ele o enterra. O Senhor volta, felicita aqueles servos que produziram, dizendo-lhes que ganharão ainda mais, ao passo que, do servo que nada fez, diz que até aquele que tinha lhe será retirado.

Podemos produzir uma analogia com o que fazemos na escola. O que queremos de nós mesmos?

Alguns talentos nos foram dados e agora nossa vontade precisa decidir o que fazer com eles. Podemos aplicá-los em nossas vidas, gerando outros. Ou podemos enterrá-los e eles fatalmente se perderão.

Aproveitemos, pois, o tempo que passamos na escola para desenvolver nossos talentos, nossas habilidades, a fim de que elas se multipliquem cada vez mais, porque o Senhor já vem de viagem.

O tempo passa e pede a sua conta. Quanto mais cedo percebermos que ir à escola não é uma imposição de nossos pais, nem um favor aos professores, mas um ato inteligente de alguém que valoriza a si mesmo, que tem amor próprio e que sabe o quanto a vida é preciosa e como o conhecimento é necessário num mundo cada vez mais competitivo, mais talentos poderão se transformar em frutos, colhidos com orgulho, por você, por seus pais e todos aqueles que nutrem afeto e almejam seu crescimento como ser humano.

Na Era da Informação, não aproveitar a infância e a adolescência descomprometidas senão com a escola, para desenvolver os próprios talentos é equivalente a se enterrar em vida, como aquele servo da parábola. Deixar de usar os próprios dons em benefício de si é uma falta à Justiça, de amor próprio; para consigo mesmo e para com os outros, porque qualquer grau de perfeição que se possua está destinado ao serviço das pessoas e só por elas adquire significado.

A viagem está acabando. Em breve a escola dará lugar ao mercado de trabalho. Tenhamos o cuidado de não perder esse prazo e levar nota zero, porque a vida não tem dependência. Pelo contrário, é Disciplina que só se cursa uma vez e a aprovação depende do que você faz com ela.

Pax,