domingo, 16 de novembro de 2014

Proporção de Católicos no Estado do Rio de Janeiro e eleições presidenciais do Brasil de 2014


O Departamento Estatístico do Condado fez, a nosso pedido, um cruzamento de dados referentes ao Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, relacionando as cidades com pior proporção de católicos e os resultados do pleito presidencial definitivo realizado em 2014:



A comparação também foi feita com os 20 municípios com maior proporção de católicos:




  • Média percentual de eleitores entre as vinte piores cidades em proporção de católicos:


Dilma: ~59,8%
Aécio: ~40,2%

  • Média percentual de eleitores entre as vinte melhores cidades em proporção de católicos:


Dilma: ~50,5%
Aécio: ~49,5%

  • Dioceses com cidades entre os vinte piores municípios em proporção de católicos:


Nova Iguaçu: 
6 municípios de um total de 7
Proporção relativa: ~86% de seus municípios

Duque de Caxias: 
1 município de um total de 2
Proporção relativa: 50% de seus municípios

Niterói: 
6 municípios de um total de 14
Proporção relativa: ~43% de seus municípios

Itaguaí: 
2 municípios de um total de 5
Proporção relativa: 40% de seus municípios

Petrópolis: 
1 município de um total de 8
Proporção relativa: 12,5% de seus municípios

Nova Friburgo: 
2 municípios de um total de 19
Proporção relativa: ~11% de seus municípios

Valença: 
1 município de um total de 9
Proporção relativa: ~11% de seus municípios

Campos: 
1 município de um total de 17
Proporção relativa: ~6% de seus municípios

  • Dioceses com cidades entre os vinte melhores municípios em proporção de católicos:


Campos: 
8 municípios de um total de 17
Proporção relativa: ~47% de seus municípios

Nova Friburgo: 
7 municípios de um total de 19
Proporção relativa: ~37% de seus municípios

Valença: 
2 municípios de um total de 9
Proporção relativa: ~22% de seus municípios

Barra do Piraí: 
2 municípios de um total de 12
Proporção relativa: ~17% de seus municípios

Petrópolis: 
1 município de um total de 8
Proporção relativa: 12,5% de seus municípios


  • Média entre eleitorado, agrupando os vinte piores municípios por diocese:


Duque de Caxias
Aécio: ~31% Dilma: ~69%
Nova Iguaçu: 
 Aécio: ~33% Dilma: ~67%
Itaguaí:
 Aécio: ~38% Dilma: ~62%
Valença: 
 Aécio: ~44% Dilma: ~57%
Niterói 
 Aécio: ~44% Dilma: ~56%
Petrópolis:
 Aécio: ~45% Dilma: ~55%
Campos:
 Aécio: ~46% Dilma: ~54%
Nova Friburgo:
 Aécio: ~49% Dilma: ~51%

  • Média entre eleitorado, agrupando os vinte melhores municípios por diocese:


Nova Friburgo:
 Aécio: ~52% Dilma: ~48%
Petrópolis:
 Aécio: ~52% Dilma: ~48%
Campos:
 Aécio: ~48% Dilma: ~52%
Barra do Piraí:
 Aécio: ~47% Dilma: ~53%
Valença: 
 Aécio: ~46% Dilma: ~54%

  • Posição dos vinte piores municípios da amostra, relativa a 5565 municípios brasileiros considerados e 92 cidades do Estado do Rio de Janeiro:

 x = xª pior proporção do país (5565 cidades) ou RJ (92 cidades)


Posição dos vinte melhores municípios da amostra, relativa a 5565 municípios brasileiros considerados e 92 cidades do Estado do Rio de Janeiro:











quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nada demais


Enchi minha mente de nada,
Por nada, realmente, agradeci.
E tudo ficou tão cheio de nada
Que nada de importante percebi.

Descartei de tudo, até meu nada.
E já não restou nada antes do fim
Vi que podia ter tudo sem ter nada
Se nada fosse tudo para mim

Volvi então minha face ante o nada
Saga insólita sobre nada escrevi,
E quis desfazer tudo sobre nada.

Pouco, pra não dizer nada, consegui.
Entendi, pois, o que importava: era nada.
E dei graças; “Por nada!” – enfim ouvi.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Distinta Indiferença


Desprendimento talvez seja uma palavra mais propícia a caracterizar a indiferença que move o governo de Aquino em suas relações diplomáticas. Dizemos isso porque notamos uma tendência delatória que deseja nos acoimar em virtude de um de nossos princípios fundamentais, a abnegação. 

Tratam nossa essência com desdém, lançando seu olhar de vitupério sobre nossa soberana constituição sem compreender os fundamentos legítimos de sua existência. Erguem-se contra os muros do castelo furiosos, exigindo que adulteremos nosso estilo de vida porque aparentemente causamos excessivo embaraço a um mundo desregradamente nutrido de apetites sensitivos.

Atacam o que não compreendem. Julgam-nos por quizilas. Insuflam as massas sobre nós, como se tivessem a primazia sobre nossas terras. Quem vos chama, pobres almas inocentes? Quem inflama vosso coração? Nenhuma de nossas balistas lhes foi apontada antes. Nossas catapultas permanecem em repouso.

Sem boa-vontade, tão certas estão de nossa culpa que, sem ver alternativa, o governo do castelo decide ser inócuo argumentar. Fora do reinado da razão, não possuímos jurisdição e nem embaixadores. Para isso nenhum de nossos legados foi preparado.

Resta-nos, pois, o refúgio atrás de nossa muralha fortificada, com vistas a assegurar nosso direito de existência. Silenciaremos as armas da Verdade, para que se evite o desperdício de munição e de vidas, até que possam novamente produzir seu efeito em meio à turba ensandecida que agora golpeia nossos portões. Resistiremos no silêncio absorto do condado, confiantes que a fortaleza inexpugnável da Verdade estará em seu lugar ao fim do dia.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Translação

O ano definitivamente não termina como se iniciou em Aquino. Do alto do Castelo, constatamos as mudanças na paisagem. Novas famílias se formaram, construíram outros lares e se mudaram. Pessoas que costumávamos avistar nas ruas deixaram nosso convívio. Peregrinações reuniram muitas almas sequiosas ao redor de um Pastor o qual, por sua vez, sucedeu a outro. Amigos se foram, outros vieram. O tempo trouxe diversas alegrias, mas incluiu sofrimentos no pacote. E assim o horizonte do Condado já não é mais o mesmo.

O Sol, porém, permanece impávido, a erguer-se nas colinas douradas. Brilhante, tira da escuridão a silhueta das coisas criadas e permite às almas tomar nota de sua forma, dirigir pelo caminho. Incansável, a fornecer luz e calor intensos, objetos de murmuração para alguns e de fascínio para outros. Confiável, está sempre a pino ao meio-dia. Moderado, nunca se expõe mais que o ocaso.

A fé alimenta o dia. A esperança faz suportar a noite. A caridade traz de volta o Sol de cada dia, que se torna pão, fortaleza e claridade nas trilhas soturnas que percorrem nossas terras. Então aguentamos, porque somos homens amados que amam o Amor. E aprendemos que o tempo que tudo consome nem tudo é capaz de consumar, porque o ocaso do homem é o Sol do meio-dia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Litígios Noturnos

Já não há luz em Aquino, exceto aquela que clama do firmamento pelo olhar dos que não lhe voltam o rosto. Soturnas, flechas cruzam os muros atingindo bons homens, que deixaram a vigília, confiando a segurança dos seus às sólidas muralhas do castelo. Almas cambaleantes tentam despertar em meio às investidas da escuridão. Não há fogo, mas a dor queima. Despertas, almas livres procuram resistir carregando seus feixes e arcos. O castelo reage, mas quem são os alvos na escuridão? Desorganizados, perdidos em meio ao caos; as poucas tochas assombradas pelo desespero. Então, uma das crianças tropeça e derruba um candeeiro numa parga. E a noite é interrompida pelo clarão do incêndio. Os civis buscam água; no céu, pode-se, enfim, ver as setas cruzando as alturas. Então, o bom Capitão ordena a seus arqueiros que tornem flamejantes suas armas. E a chuva de luzes tal como estrelas cadentes permite ver no horizonte o inimigo. Os soldados olham para o céu anda mais pontilhado na companhia das chamas provocadas por suas mãos. O que era caos se tornou ordem; o que vagueava perdido agora tinha direção. O temor deu lugar à bravura e a desesperadora falta de coragem cedeu lugar à esperança. Fleumática, a fortaleza se volta a seus violadores e expulsa plenamente os invasores na alvorada.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Soturno

Trazem-me a carta de um sacerdote jesuíta. Abrindo a correspondência, não vejo correspondência entre aquilo que sai da boca de Deus e atinge o mundo sem que produza antes de voltar e o que ilustra a pena de supostos homens de fé. A carta é do correio de Paulus, um reino bem distante de Aquino. Vem endereçada aos filhos desta terra, trazendo uma mensagem de sabedoria anêmica, visto que lhe falta fortaleza divina. Desejam que nós a utilizemos como suplemento catequético e, apesar de longe, propõem-se a entregar as mensagens todas as semanas em nossas portas. O sermão dominical é sobre o perdão, referência ao Evangelho em que um Senhor pede contas a um empregado acerca de suas dívidas e este suplica por piedade, usufrui de sua misericórdia, mas não deixa que esta transcenda além de si, impedindo seu reflexo a um outro colega endividado. A leitura, de Sirácida, trata do rancor e da raiva e da necessidade de largá-los pelo caminho antes de implorar a cura a Deus. Entretanto, em sua carta, um dos filhos de Santo Inácio faz a proposta de uma outra via sem Deus. Cansado, no silêncio da madrugada do condado, passo a refletir, tentando estabelecer elos entre a boa-nova de Jesus e a do jesuíta. Observo que o radical enaltece semelhança. Justo, pois, considerar semelhanças a procurar. Contudo, quanto mais perto minha vista cansada se aproxima, para mais longe o intelecto saturado impele o meu pensar. Para este jesuíta, cabe-nos trilhar um caminho, que não apela à ciência, mas a mera sabedoria e experiência humanas, feitas à margem das tradições, da religião e da fé; um caminho preparado ao longo do século por uma pretensa civilização do Oeste, no qual não faz falta alguma transcendência além da história. Não entendo, pois, qual foi o erro daquele empregado que não deixou a compaixão de seu patrão transcender sua alma e mandou jogar o colega na prisão. Se não faz falta alguma, por que o Senhor ficou indignado ao saber disso; por que o qualificou como perverso e mandou torturá-lo? Não entendo. Continuo a percorrer a trilha do caminho ateu jesuíta, por mais que me pareça paradoxal o simples uso do adjetivo ateu ao lado de jesuíta - deve ser daí que a localidade de nascimento do fundador da Companhia de Jesus passou a ter a semântica de hipocrisia. Sugere-se uma vida em que não há lugar para esperança. A esperança traria infelicidade para nós; devemos ser felizes em um mundo sem futuro, sem esperança. Realizados no presente de uma terra de desespero que seria produto da honestidade humana que nos traria como prêmio a felicidade. Decido enviar um mensageiro a Paulus e aos reinos vizinhos. Ele cruza o gigantesco oceano que separa Aquino daquelas longínquas terras. Ultrapassa a fossa abissal de Damasco onde outrora os olhos de grandes perseguidores de cristãos foram abertos de sua escuridão. Chega aos portões de Paulus, mas retorna sem ser ouvido. O mensageiro pergunta as razões das portas fechadas, mas ninguém se apresenta para lhe esclarecer. Então ele retorna para o condado, entristecido. Havia chegado pronto para dar as razões de nossa esperança, mas parece que essa virtude já tinha sido desalojada daquelas terras, relegada à mendicância nas estradas que levam a um reino cristão sem Deus e que desaprendeu coisas como não guardar ódio ou rancor, não levar em conta a falta alheia, não se vingar. Não resta dúvida, todavia, que suas ações parecem coerentes a uma via na qual não faz falta alguma transcendência além do que se vê hoje. Pra quem já usa uma sabedoria que prescinde da fé e despeja a esperança do credo de Niceia na vida do mundo que há de vir, matar a caridade é apenas um passo adicional.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Soneto do Ano Novo


Dezenas enterram uma das suas,
Sepultam o ano que vai morrer.
Gregório anuncia o começo
De mais um périplo que vai reviver!

Olhares apontam as estrelas,
Perdidas nas luzes, acesas no mar
Milhares de bombas explodem
É curta sua sorte; dissolvem no ar.

Gente de felicidade aparente,
Brinda alegremente pra comemorar.
Ebrifestivas fantasias renitentes,
Sofrimento e dor buscam disfarçar.

Vestidos de branco, esperam viver.
Vivem como se quisessem morrer.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Exilados...


Na noite de Todos os Santos,
Alguém bate o portão do Castelo,
A mensagem que vem de longe,
Uma alma entrega vestida de amarelo.

Quem remete assina Brasil,
Nome de Estado de Direito,
De terras que dentre outras mil,
Realizava de dia o seu pleito.

Dizia a carta: “perdeu o libelo,
Que tamanha inverdade trazia!”.
O Papa e os bispos sinceros,
Alcunhados pela hipocrisia.

Estava claro o propósito, o assunto,
Tema da correspondência profana,
Regozijar pelo resultado, iracundo,
Das eleições de uma nação soberana.

O homem de amarelo e azul,
Não escondia o sorriso sincero,
Ao voltar para as terras do Sul,
Após ter feito a entrega ao Castelo.

Nos números prestei atenção,
Separando-os em verde e amarelo,
Cores essas que vestiam o envelope
Que trazia o assunto funesto.

Eram duas as escolhas possíveis,
Nenhuma delas pareceu ideal.
Uma, porém, pareceu impossível,
Pois não havia projeto tão mau.

Soube que lá, nessa terra tão grande,
Cujo povo não habita por completo,
Tinha gente que achava absurdo,
Criminalizar quem mata o próprio feto.

Mesmo povo não se achava tão disposto
A expulsar de suas filas quem era incerto.
Proibido defender a vida contra o aborto.
Permitido corromper-se o que é honesto.

Descobri que nem todos eram loucos
Nem todos se afastaram da Verdade.
Contra a turba se levantaram uns poucos
Que logo aumentaram em quantidade.

Havia lá uns dignos sucessores,
Dos apóstolos herdaram a autoridade.
Fizeram ouvir o brado retumbante,
De outras vozes sem oportunidade.

Havia lá também alguns farsantes,
Do Iscariotes se fizeram companheiros,
Mas diferente de Judas, exultantes,
Preferiram matar outros a si mesmos.

Assim se prolongou aquela dança,
Até os últimos dias desse pleito,
Mas outro som fez renovar a esperança,
Ressoou a voz do Sucessor de Pedro.

E a turba de falsários, compelida,
Perdendo da Igreja o falso apoio.
Não teve mais escolha e, bem unida,
Difamou o Papa e todo seu comboio.

“Mentirosos, difamadores, nazista”,
Gritavam seus sequazes com furor,
Não tinham nenhum pudor os fratricidas,
Ao renegar o seu batismo com horror.

E desse jeito foi naquela terra
Que de vera Cruz foi tolhida,
Domingo de preceito foram às urnas
Pra escolher o objetivo socialista

Já com os resultados nas mãos,
O que era mistério se desnuda,
Estrilou contra a liberdade o não,
Em meio à silenciosa angústia.

Dos milhões, dez foi a diferença,
Separando as duas candidaturas;
Outros trinta ignavos sem presença
Perfaziam o restante da figura.

A brava gente não foi suficiente,
Pra levar a cabo a amargura,
Porquanto muitos indolentes,
Ocultaram suas almas da ternura.

Sob a égide do escrúpulo exigente
Tergiversaram sobre si a própria culpa,
Quando a Verdade corajosa e descontente,
Imputou a eles a covardia da postura.

Mas a clava forte da Justiça,
Ampara quem por ela tem amor,
As portas do Castelo estão abertas,
A quem se refugia do terror.

E aqui estaremos reunidos,
Como outrora, em Jerusalém.
Sob a proteção do Santo Espírito
A esperar a horda que nos vem.

A vida pode, por um voto ser negada,
Ceifadas por homens sem compaixão.
Leis insidiosas podem ser aprovadas
Mas se morrermos as pedras falarão.

Porque a Verdade não tem epitáfio,
Pelo Céu e pelos Santos é amada.
A nosso lado estará em cada passo,
E entre finados jamais será lembrada.

domingo, 12 de setembro de 2010

Analfabetismo


Analfabetismo

Machado de Assis - 15 de Agosto de 1876

Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases: o algarismo não tem frases, nem retórica.

Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, querendo falar do nosso país dirá:

- Quando uma constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força é que este povo caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside nas Câmaras; as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e o Sr. Fidélis Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito a todos superior a todos os direitos.

A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:

- A nação não sabe ler. Há 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles: é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente pode querer ou pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, - por divertimento. A constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado.

Replico eu:

- Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições ...

- As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: “consultar a nação, representantes da nação, os poderes da nação”; mas – “consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%”. A opinião pública é uma metáfora sem base: há só a opinião dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: “Sr. Presidente, falo deste modo porque os 30% nos ouvem...” dirá uma coisa extremamente sensata.

E eu não sei que se possa dizer ao algarismo, se ele falar desse modo, porque nós não temos base segura para os nossos discursos, e ele tem o recenseamento.

Fonte: http://www.carloszarur.com.br/pagina.php/148